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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Uma boa chapada, dizemos nós

Acabei de assistir a uma reportagem degradante, ainda para mais feita num canal, que deveria fazer serviço público, pois é pago pelos contribuintes. Dar-se tempo de antena a uma mãe, que se vem queixar de uma professora que simplesmente tenta pôr um aluno mal comportado, a fim de que não prejudique todos os outros colegas, na ordem, isto é, siga as necessárias regras a cumprir por todos os alunos, é completamente inaceitável para qualquer pessoa com poucos dedos de testa. Não estava ao alcance dos olhos do repórter do embuste em que se deixou cair ? E depois ficam melindrados, quando se aponta a cada vez maior falta de qualidade do exercício da sua profissão! E com a agravante de ter sido feita uma gravação ilegalmente, devendo dar origem a um processo crime, mas em contrapartida teve o condão de esclarecer todos os espectadores, do que efectivamente aconteceu ( só pode ignorar, quem não quer ouvir a gravação, e claro está, quem fez a reportagem e quem autorizou a sua emissão ). Resumindo, um menino intratável desde o começo das aulas, que não se sabe comportar e que não tem em casa quem, o castigue, a fim de alterar os seus modos, transforma uma sala de aula num pandemónio. Vem a sua excelentíssima mãe, queixar-se da professora de perseguição ao seu adorado filho, quando o que deveria ter feito, era chamar a atenção do seu mimado, e se isso não bastasse ter-lhe feito sentir o peso duma mão, as vezes que fossem necessárias no seu traseiro, evitando com isso, que qualquer outra pessoa, mais tarde ou mais cedo se visse na inevitabilidade de a substituir nessa acção. Dois casos paradigmáticos de como a mentalidade instalada por minorias pensantes ( serão? ),continua a tentar trocar-nos os pés pelas mãos. O primeiro, o de pais que se demitem da educação dos filhos de acordo com regras comuns a todos, e que se esquecem, que a educação começa em casa, preferindo transferi-la para a escola. O segundo, o dos jornalistas, que não se dão ao trabalho de verificar se o que estão a analisar, a fim de informar convenientemente os espectadores, não se encontra formalmente em contradição. Não se deve confundir castigo físico, com violência doméstica, como agora virou moda! E depois somos inundados com queixas referentes a um crescimento de actos violentos nas escolas. Matérias deste género não deviam ocupar qualquer tempo nos principais telejornais,pois não são de interesse público. Esperemos que a pouco e pouco se comecem a descer os pés da parede. E como ponto final a conclusão óbvia de que quem está a precisar de levar uma pêra, mas bem dada, é a mamã.

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