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domingo, 22 de dezembro de 2013
Diabolização
Tornou-se um " chavão ", após o 25 de Abril,o facto de reduzir a cinzas, qual política de terra queimada, tudo o que se tinha feito até aí. E quem tivesse a ousadia de o dizer, era logo apelidado de reaccionário. Seguiu-se o lema, de que " tantas vezes a mentira repetida, ela se tornaria uma verdade inquestionável ". Foi uma atitude perniciosa, como se veio a verificar com o decorrer do tempo, e perderam-se assim coisas, que valeria a pena preservar. Aconteceu com os vários aspectos da realidade social, da qual destaco a educação, uma vez que ela é o pilar fundamental de todas as outras. A sua estrutura tinha uma linha de rumo lógica, um fio condutor bem adaptado aos diversos percursos, que cada quisesse escolher para a sua vida futura. Os manualmente mais ágeis, os comercialmente mais hábeis, os intelectualmente mais dotados. Em vez disso, optou-se por um ensino horizontalizado,
obedecendo a teorias modernas, já experimentadas noutros países e com resultados verdadeiramente dúbios, muitas delas, por eles abandonadas. Nivelou-se por baixo, com o fito na almejada igualdade, onde a mediocridade passou a imperar. O ensino técnico foi anulado, sem qualquer tipo de substituição, e com isso originou uma lacuna, que só veio a ser colmatada recentemente. Pensando apenas na obtenção de um canudo de doutor, anularam a possibilidade da formação ansiada por muitos, que desejavam poder aproveitar as suas qualidades naturais. Por um lado, criou-se um vazio em zonas laborais necessárias ao bom desempenho da economia, por outro,fez-se nascer uma multidão de licenciados, que por excederem largamente a procura do mercado de trabalho, se sentem, ainda hoje, frustrados, com as promessas dum cenário idílico. Em conclusão, baralharam-se os pés, com as mãos, sendo este facto uma das causas, da forte emigração, que hoje lavra.
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