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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O Contentor do Lixo

Lisboa está pejada de lixo, por causa de uma greve escolhida, sem a mínima intenção ( claro como a água! ), nas quadras festivas. O sr. Presidente da Câmara está-se borrifando para tal facto,por duas razões óbvias: primeira, acabou de ganhar as eleições autárquicas com maioria absoluta; segunda, prepara-se para abandonar, mais cedo ou mais tarde, o barco rumando a portos mais apetecíveis. As críticas, normalmente, feitas com grande alarido pela comunicação social, não atingem uma personagem tão bem vista, e ainda por cima de esquerda, mesmo que tenha neste caso tiques de direita. Atira-se simplesmente para o caixote o interesse pelo bem estar e saúde da população, que gera através dos impostos municipais, as verbas para os salários dos grevistas. Ignora-se a impressão extremamente negativa, com que fica, quem nos visita, e que possívelmente será transmitida a outros potenciais visitantes, perdendo-se com isso a tão apregoada aura da Lisboa turística e limpa. Mas que interessa isso, comparado com a importância inalienável de uma minoria de indivíduos, que só persistem em pensar em si próprios, a soldo de interesses obscuros, sem que ninguém lhes ouse fazer frente! Eis mais um pino em rodopio. Sabem onde é deveriam ir parar ? Ao contentor cobertos com toda a trampa que não querem tirar.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Mundo da Ilusão

O Circo é que costuma ser designado pelo mundo da ilusão. Mas não é esse universo, que vou escalpelizar nesta pequena crónica. Ou até se poderá fazer uma analogia com os diversos números, aí existentes. Aquele, a que aludo, é o verdadeiro mundo de " faz de conta ", no qual vivemos. Por artes mágicas o dinheiro perdeu quase todo o seu valor, a partir do momento, em que a sua correspondência com o ouro foi sendo anulada ( de uma forma nítida e cavalgante após a Grande Depressão de 1929 ). E sem espanto estamos já a transformá-lo numa moeda virtual, gerada por um sistema, só não se sabendo bem qual- facto que a maioria das pessoas ainda não se apercebeu. Tentamos desafiar a Natureza, castigando-a, ferindo os seus princípios, como o acrobata, que passa por cima de uma corda esticada. Aqui temos a sorte, de ela se regenerar sempre, por si mesma. Persistimos em querer parecer, com a nossa vaidade enquanto indivíduos, aquilo que realmente não somos, pois o que interessa é simplesmente enganar os outros, como verdadeiros ilusionistas. Lançamos às feras os nossos semelhantes pelo mundo fora, através do ódio e da violência. Todos estes detalhes conduzem-me à conclusão, de que este mundo banalizou o essencial da nossa existência, transformando as pessoas em peões à deriva no mar da imbecilidade. Parecemos trapezistas de cabeça para baixo. Esperemos, que pelo menos sejamos, dos que trabalham com rede!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Subserviência

Esta relação entre indivíduos foi um dos, senão o principal, fundamentos do sistema feudal. A sua estrutura assentava na troca de favores, que se multiplicaram de forma exponencial, envolvendo, principalmente, as classes sociais mais elevadas. Ela nunca mais desapareceu da sociedade portuguesa, persistindo até aos nossos dias. De uma forma insidiosa, persiste em minar o campo da honestidade, da lealdade e da justiça, tornando estéril o nobre objectivo da igualdade de oportunidades. O tão almejado desejo, de que sejam os melhores a ocupar a sua justa posição nos diversos tabuleiros, onde se deslocam os pinos, ficou-se pelo mito. Grassa o servilismo em todos os sectores da vida comunitária, com o fito da ascensão social, económica, política, mediática e por aí fora. Só não interessam os meios, nem que sejam invisíveis, dúbios, ilícitos, o que interessa é chegar o mais longe, se possível ao topo. Venham os benefícios materiais, esses é que contam, enganando a própria consciência. É melhor rastejar do que ficar vertical! Enquanto não afastarmos este roedor, que só corrói os valores,que dignificam os seres humanos, não se pode afirmar, que se luta por uma sociedade mais digna. Não estará na altura, de tentar desfazer o pino ?

domingo, 22 de dezembro de 2013

Diabolização

Tornou-se um " chavão ", após o 25 de Abril,o facto de reduzir a cinzas, qual política de terra queimada, tudo o que se tinha feito até aí. E quem tivesse a ousadia de o dizer, era logo apelidado de reaccionário. Seguiu-se o lema, de que " tantas vezes a mentira repetida, ela se tornaria uma verdade inquestionável ". Foi uma atitude perniciosa, como se veio a verificar com o decorrer do tempo, e perderam-se assim coisas, que valeria a pena preservar. Aconteceu com os vários aspectos da realidade social, da qual destaco a educação, uma vez que ela é o pilar fundamental de todas as outras. A sua estrutura tinha uma linha de rumo lógica, um fio condutor bem adaptado aos diversos percursos, que cada quisesse escolher para a sua vida futura. Os manualmente mais ágeis, os comercialmente mais hábeis, os intelectualmente mais dotados. Em vez disso, optou-se por um ensino horizontalizado, obedecendo a teorias modernas, já experimentadas noutros países e com resultados verdadeiramente dúbios, muitas delas, por eles abandonadas. Nivelou-se por baixo, com o fito na almejada igualdade, onde a mediocridade passou a imperar. O ensino técnico foi anulado, sem qualquer tipo de substituição, e com isso originou uma lacuna, que só veio a ser colmatada recentemente. Pensando apenas na obtenção de um canudo de doutor, anularam a possibilidade da formação ansiada por muitos, que desejavam poder aproveitar as suas qualidades naturais. Por um lado, criou-se um vazio em zonas laborais necessárias ao bom desempenho da economia, por outro,fez-se nascer uma multidão de licenciados, que por excederem largamente a procura do mercado de trabalho, se sentem, ainda hoje, frustrados, com as promessas dum cenário idílico. Em conclusão, baralharam-se os pés, com as mãos, sendo este facto uma das causas, da forte emigração, que hoje lavra.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

E o Delírio continua !

Continuam a pensar que vivemos como há quarenta anos atrás. Uns senhores sem juízo continuam a agir, como se o fiel da balança tivesse encravado, no momento de pesar decisões que se reflectem na vida das pessoas, falando, quando lhes convém em equidade, mas esquecendo-a logo de seguida. Continuam atados a uma Constituição de espírito ultrapassado pelo tempo e inadaptado às exigências contemporâneas, conservando o tique da sociedade sem classes e do caminho para o socialismo, que continua impregnado e podre na citada Constituição, claramente recusado, pela maioria esmagadora da população durante a citada fracção de tempo. E depois os outros é que são saudosistas do passado ! Continuam sem perceber que o prato de comida é sempre igual, o que é lá posto, são diferentes iguarias. Quem o serve cobra o mesmo preço, mas o cliente tem que o pagar, seja bonito ou feio. Não estará já na altura de nos adaptarmos às novas realidades, para sairmos deste marasmo ? E que tal substituir, por um novo modelo, esta bolorenta personagem ? Continua a confundir-me a existência deste tribunal, cujos acórdãos não são pronunciados pelo topo na hierarquia dos tribunais- Supremo Tribunal de Justiça. Supremo ? Esta palavra terá perdido o seu significado com o novo Acordo Ortográfico ( ou Aborto, como quiserem )? Porque é que não se integra o Tribunal Constitucional, como mais uma secção no Supremo Tribunal de Justiça, poupando-se com isso uns milhões de euros em regalias, que fazem muita falta aos contribuintes ? Mais um pino que deve ser jogado, para que o outro se desfaça.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Será isto ensinar ?

Com as lamentáveis cenas, a que pudemos ontem assistir sobre a prova, que os professores devem prestar como qualquer outro funcionário, que almeje um emprego, vieram-me ao espírito algumas reflexões. Com que moral procederá um professor em relação a um, ou mais alunos, que lhe rasgue ou queime uma prova em plena sala de aula ? Com que cara enfrentará os pais, que com o direito que lhes assiste, perguntarão, depois do que assistiram, se ele, como complemento do seu papel na educação dos seus filhos, deu um bom exemplo comportamental ? Como é que é possível em democracia continuar-se, sistemáticamente a violar a lei da greve, impedindo que quem queira não aderir,não o possa fazer ? Depois chegam os "profundos lamentos ",de quem só quer fazer circo mediático, por causa da necessária intervenção da autoridade, a fim de que se reponha, imagine-se, o estrito cumprimento da dita lei da greve, violada pelos seus apregoados defensores. Não estaremos, mais uma vez, a ser coagidos a ver o problema de uma forma invertida ?

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Incoerências desportivas

De que forma se justifica, que um jogador profissional possa vir a lesar, desportivamente, a sua entidade patronal, que na maioria dos casos lhe paga todo ou parte do salário ? Não acreditam ? É neste momento uma prática decorrente. Vamos lá a dividir este imbróglio por partes. Os emblemas com menos orçamento procuram assegurar junto dos chamados grandes, jogadores menos utilizados por estes, ou jovens promissores, que necessitem de evoluir e com isso crescerem e amadurecerem. Tal desígnio é em sentido oposto aceite pela outra parte com bons olhos, uma vez que dá oportunidade, não só à necessária rodagem de elementos, que excedam o plantel definido, como vem aliviar financeiramente, às vezes parcialmente a sua carga salarial. Possui, no entanto, esta prática uma vicissitude de carácter ético, de que não nos poderemos esquecer. Será admissível que um jogador, nas circunstâncias referidas, ao jogar possa, objectivamente, vir a influenciar um resultado contrário à sua entidade patronal ? E mais ainda do que essa realidade venha a pôr em causa a sua própria reputação ? Trocado por miúdos, exemplo de qualquer jogador de campo que marque um golo e dessa maneira faça, com que a equipa que lhe paga o ordenado, ou parte dele, tenha prejuízos irreparáveis ? Ou do guarda redes emprestado que cometa um erro, mesmo involuntário, e dessa maneira ao beneficiar a equipa, que detém o seu passe, faz emergir dúvidas sobre esta infelicidade, e põe em risco a sua reputação ? Há só uma via para solucionar esta questão. Obrigar, a que estes jogadores não venham a actuar nos jogos, em que actue a equipa donde são procedentes. Levanta-se a questão, segundo a qual, os clubes beneficiários não aceitariam a inclusão no plantel deste tipo de jogadores. De qualquer modo ou respeitavam a condição, ou eles não iriam para lá. Urge mudar esta perniciosa regra, para que não continuemos de cabeça para baixo e com os pés na vertical!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Emprego para toda a Vida

Quanto a mim foi um clamoroso erro a ideia criada, de que o emprego deveria ser para toda a vida. Muito embora tenha a vantagem de oferecer estabilidade, por outro lado possui pelo menos uma desvantagem notória. A de obstruir a selecção natural entre os bons e os maus funcionários, visto que os que deveriam dar lugar a outros, não arriscam o seu posto de trabalho, e daí, mesmo sendo desinteressados e incompetentes, a sua posição nunca periga. Porque é que se hão-de preocupar, se as consequências são nulas? Como é que se quer resolver a situação de desemprego dos jovens, se se impede a sua entrada no mercado de trabalho, pelo simples facto de não se poder substituir os medíocres por possíveis bons e mais qualificados funcionários? Este problema é mais evidente na função pública do que na iniciativa privada, e é por essa razão, que se almeja entrar na esfera do Estado. Na esfera privada o maior problema está na flexibilização das relações laborais, que se encontram enquistadas por reivindicações sindicais sem nexo, face à tão citada globalização. Como é que se deseja aumentar a competitividade externa e a produtividade das empresas nacionais com estes pressupostos obsoletos? Possui ainda outra desvantagem, também problemática, que se traduz no aparecimento do trabalho a prazo; nos recibos verdes; no trabalho precário, que foi a forma encontrada para a resolução das dificuldades postas por este estado de coisas. Esta situação gritante e anómala só se resolverá, no momento em que se tomar consciência da gravidade da situação, e se fizer um esforço na aproximação à realidade dos nossos dias. Para isso é necessário um grande consenso nacional, e levado a cabo por todos os partidos democráticos, com o fim de alterar as regras vigentes, sem ceder a pressões de organizações minoritárias e não representativas da população, que só defendem interesses personalizados. Enquanto isto não for realizado, continuaremos com as mãos no chão e os pés no ar, não saindo do mesmo sítio!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Justiça,onde estás ?

Acabei de ver uma reportagem na TVI, referente à "Missão Sorriso". Excelente, digo eu! E porquê? Porque as pessoas conseguem ver que as suas dádivas foram bem empregues, tanto ajudando crianças deficientes, como anciãos solitários e abandonados. Mas muito para além disso faz-nos reflectir, pelo menos para mim, sobre que justiça existe na nossa sociedade. Onde se encontra ela quando se gastam rios de dinheiro, com pessoas, que deviam ser devidamente punidas, pelos mais variados crimes, que cometeram - refiro-me sem qualquer margem de dúvida, aos presos- em vez de aplicar essa massa monetária nestes elos mais fracos? Continuaremos a inverter os valores mais importantes de justiça social? Qual a possível justificação para quem faz o mal, ser premiado, com diversas benesses, e quem nunca o praticou, ser castigado com a ignorância e falta de ajuda, de quem lhe cabe esse dever? Será inconstitucional? Enquanto se continuar a tratar os reclusos de uma forma permissiva e extravagante ( com medo de grupos de pressão mediatizados, por uma imprensa fútil e despida de neurónios), e não se aplicar aquilo que eles realmente merecem, o mínimo dos mínimos necessários à sua condição de vida, nunca conseguiremos assentar os pés no soalho. Não atentaram contra as regras vigentes na sociedade de uma ou outra maneira? Os deficientes e as vítimas da solidão não estarão muito acima dos prevaricadores, ao só terem infringido as regras da natureza e do abandono por outrem? É urgente apelar à rápida modificação desta injustiça social, baseada em critérios dúbios!

domingo, 15 de dezembro de 2013

Vender a alma

O " Fausto", de Goethe foi o corolário passado e futuro da ideia da venda da alma ao diabo. Ela pode revestir várias formas, mas a mais comum e significativa nos nossos tempos diz respeito à corrupção. Grassa em todo o lado, invade o nosso quotidiano, suscita condenações. A principal questão a colocar neste tema é o da sua génese. Para esta análise deve-se descer às rotinas quotidianas, no sentido de que o seu começo tem origem nelas. A maioria de nós tentou corromper, uma ou mais vezes, alguma ou várias pessoas. E como isto é possível? Já se esqueceram das dádivas por baixo da mesa, que cada um de nós executa, sempre que queremos ser favorecidos por alguém? Ignorarão as pressões feitas para que nos arranjem um emprego, que irá dar origem ao chamado "amiguismo"? Pois é, desculpam-se que são pormenores sem importância, que já fazem parte do quotidiano, que é praticado por tanta gente. Esquecem-se desde logo, que estes mínimos detalhes crescem com a prática, e de anões passam a gigantes, num abrir e fechar de olhos. A única diferença está na sua gravidade e responsabilização condenatória, maior ou menor, no que respeita aos valores envolvidos. Será com certeza impossível, pelo já descrito, liquidá-la de vez, em virtude do seu envolvimento e base de sustentação. Neste caso ficamos sempre com os pés na parede, porque eles estão atados, e com as mãos no chão, não conseguiremos desatar os nós.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Febre

Existe, nos tempos que correm, uma ânsia desmesurada pelo sucesso fácil, pela promoção social. Almeja-se aparecer em uma qualquer página das revistas cor de rosa. As festas, que andam nas bocas do mundo, transformam-se em oásis a atingir. A tendência para desejar que os rapazes se tornem futebolistas famosos continua imparável. Exploram-se os possíveis dotes dos filhos com intermináveis filas para os mais díspares "castings". Únicamente, com o fito ilusório e volátil de se ser conhecido, falado, ou de poder tirar proveitos materiais futuros com o sucesso dos herdeiros. Valerá a pena? Creio, que esta febre apenas serve para expurgar as frustrações presentes e futuras dos actores deste drama. Mais tarde ou mais cedo aparecerão novas frustrações sobre as iniciais, na grande maioria dos casos, uma vez que a vida não é feita da mesma cor que as citadas revistas. Ainda estaremos a tempo de ter forças suficientes para dar a volta para cima ? É complicado, mas possível.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Uma boa chapada, dizemos nós

Acabei de assistir a uma reportagem degradante, ainda para mais feita num canal, que deveria fazer serviço público, pois é pago pelos contribuintes. Dar-se tempo de antena a uma mãe, que se vem queixar de uma professora que simplesmente tenta pôr um aluno mal comportado, a fim de que não prejudique todos os outros colegas, na ordem, isto é, siga as necessárias regras a cumprir por todos os alunos, é completamente inaceitável para qualquer pessoa com poucos dedos de testa. Não estava ao alcance dos olhos do repórter do embuste em que se deixou cair ? E depois ficam melindrados, quando se aponta a cada vez maior falta de qualidade do exercício da sua profissão! E com a agravante de ter sido feita uma gravação ilegalmente, devendo dar origem a um processo crime, mas em contrapartida teve o condão de esclarecer todos os espectadores, do que efectivamente aconteceu ( só pode ignorar, quem não quer ouvir a gravação, e claro está, quem fez a reportagem e quem autorizou a sua emissão ). Resumindo, um menino intratável desde o começo das aulas, que não se sabe comportar e que não tem em casa quem, o castigue, a fim de alterar os seus modos, transforma uma sala de aula num pandemónio. Vem a sua excelentíssima mãe, queixar-se da professora de perseguição ao seu adorado filho, quando o que deveria ter feito, era chamar a atenção do seu mimado, e se isso não bastasse ter-lhe feito sentir o peso duma mão, as vezes que fossem necessárias no seu traseiro, evitando com isso, que qualquer outra pessoa, mais tarde ou mais cedo se visse na inevitabilidade de a substituir nessa acção. Dois casos paradigmáticos de como a mentalidade instalada por minorias pensantes ( serão? ),continua a tentar trocar-nos os pés pelas mãos. O primeiro, o de pais que se demitem da educação dos filhos de acordo com regras comuns a todos, e que se esquecem, que a educação começa em casa, preferindo transferi-la para a escola. O segundo, o dos jornalistas, que não se dão ao trabalho de verificar se o que estão a analisar, a fim de informar convenientemente os espectadores, não se encontra formalmente em contradição. Não se deve confundir castigo físico, com violência doméstica, como agora virou moda! E depois somos inundados com queixas referentes a um crescimento de actos violentos nas escolas. Matérias deste género não deviam ocupar qualquer tempo nos principais telejornais,pois não são de interesse público. Esperemos que a pouco e pouco se comecem a descer os pés da parede. E como ponto final a conclusão óbvia de que quem está a precisar de levar uma pêra, mas bem dada, é a mamã.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Dados errados

No que toca ao desemprego, não batem certo os dados apresentados, quanto a mim. E passo a explicar a minha leitura. Qual a razão da existência de tantas ofertas de emprego, todos os dias solicitadas, pelos mais diversos meios ( jornais,sites,etc. )? Existe algo de incongruente com esta discrepância! Por tal facto estes dados sofrem de uma clara viciação. Não contam ainda com a economia paralela, que não faz parte desta análise, com a agravante de nela se incluírem muitos agentes, que recebem subsídio de desemprego. Qual a causa da contradição apontada? Explicação evidente- as regras da atribuição desse subsídio são frouxas e não penalizam, como deviam os beneficiários dessa prerrogativa. É verosímil e económicamente viável continuar a suportar carga tão pesada, tendo como consequência a sobrecarga dos contribuintes? Encaro o subsídio como uma compensação transitória, dada pela comunidade, com vista a minimizar os efeitos do despedimento. Como é que se deseja que esses beneficiários voltem o mais rápido possível à vida activa, se eles dispõem de benefícios irrealistas, mais a mais num tempo de crise? Será saudável existirem regras tão permissivas e injustas para com os outros concidadãos, que se encontram no activo, logo contribuindo para este desvario? Será lógico que um desempregado possa receber: o subsídio durante tanto tempo; ter direito a subsídio de Férias e Natal; não ser obrigado a aceitar propostas para ofertas de nível inferior ao que tinha, quando se encontrava no activo; poder recusar um determinado número de vezes colocações se não apreciar a oferta e ainda dispor de tempo suplementar, para procurar outras ofertas? Todas estas alternativas estão na origem da lassidão e ineficiência, que grassam sem parar, pois é sempre preferível receber tal subsídio, ainda por cima, sem nada fazer, do que labutar, como não deixa de ser óbvio. Será justo que trabalhadores no activo quando saem de casa para o trabalho e vão beber um café, se deparem com conhecidos seus, bem instalados nesse local a tomar o pequeno almoço, sabendo que estão a ganhar mais do que eles, não fazendo nenhum? É desta forma que se incentiva os portugueses a procurarem trabalho, a fim de aliviar o erário público e contribuir para a evolução económica, tão ansiada por todos? Não me parece! Não será este um dos pontos fulcrais a ser discutido pelo governo com os nossos credores? Não se poupariam milhões de euros com estas medidas ajustadas ao nosso cenário actual? Não estará na altura de se mudar o estigma, há muito implantado na nossa sociedade de haver profissões boas e más e levar com isso, principalmente os jovens, a terem a noção de que a maioria das pessoas não faz aquilo que almejou para o seu futuro? Dando-lhes o conselho de agarrarem a primeira oportunidade, sem nunca perderem de vista novas oportunidades, a fim de irem melhorando a sua condição progressivamente no futuro. Se não forem incrementadas estas e outras hipóteses, continuaremos com os pés assentes no espaldar!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Trocas e baldrocas

Como já afirmei em post anterior a degradação e permissividade em matérias estruturais do mundo ocidental tem atingido proporções desmesuradas. Um, senão dos mais importantes é o que se refere à educação parental. Será normal o consentimento dos pais, desde a mais tenra das idades em deixar a criança tudo fazer? Torná-la o centro do mundo, demitindo-a, desde logo da responsabilização, e com isso vir a criar problemas consecutivos no futuro para os próprios pais, as pessoas com quem elas vão conviver, os professores, etc. Anuir a todos os seus pedidos e vergar-se a todas as suas birras quando ela se encontra face às contrariedades. Tendo medo de lhe dar um "não" categórico, para que não fique traumatizada ( palavra tão usada nos dias de hoje, que se tornou apenas numa simples desculpa,para contrariar a sua execução, perdendo com isso o seu verdadeiro significado ). Atrasando com estas atitudes o seu crescimento gradual. Não a castigando na altura certa, de forma convincente, a fim dela se ir apercebendo das fronteiras que não deve ultrapassar. Todas estas omissões vão contribuir, mais tarde ou mais cedo, para uma postura menos correcta,relativamente ao seu comportamento face às diversas situações que lhe irão aparecer pela frente e ainda ao seu modo de relacionamento com os outros. Não estaremos a trocar os pés pelas mãos?

domingo, 8 de dezembro de 2013

Emigação no Mundo Ocidental

O fluxo emigratório no Ocidente não pára de aumentar, em virtude de serem cada vez mais as pessoas noutros continentes, mormente África e Médio Oriente,por razões de fome e bélicas, em busca de uma vida melhor. Mas até quando vão os povos do mundo ocidental aguentar esta pressão? Será que não se está a prejudicar o futuro das gerações mais jovens? Dando alojamento,comida e regalias sociais a quem não participa, nem sequer participou para o bolo comum, prejudica de forma visível, as necessidades dos contribuintes de todos os países de acolhimento. e ainda para mais em tempos de crise. Estes pontos focados aqui e outros que também poderão existir, estão a originar um movimento de contra-ciclo à onda solidária, que está génese desta situação. Podem ser observados em diversos países europeus, nomeadamente, Inglaterra,França,Suiça, Holanda, Itália,e por aí fora. As populações começam a sentir a impotência dos governos e a sua permissividade, para resolver o problema. Acrescendo ainda a repercussão na área laboral, com a livre circulação de pessoas e bens no espaço comunitário, que se por um lado é benéfico, tem aspectos negativos relevantes. Não será preferível iniciar um novo sistema de regras mais restritivas no que concerne à permanência destes emigrantes? Como por exemplo, a preferência no preenchimento das vagas de emprego, por cidadãos originários? Saliento, no entanto, que neste caso, que muitas dessas vagas, não serem aceites por esses cidadãos, pelo seu desprestígio,ou por não procurarem fazer uma coisa diversa, da que faziam anteriormente. Serei um anti-emigrante? Bem, pelo contrário! Devo realçar o óptimo serviço prestado à nossa sociedade, pelos cidadãos oriundos de leste, que por terem consciência das dificuldades por que passaram, nos trouxeram uma enorme lição de humildade, ao executarem tarefas não qualificadas, mesmo tendo habilitações muito superiores, subindo degrau a degrau, e sempre em busca dessa melhoria. Chamarei a isto," o desfazer do pino ".

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Tirania de Minorias

Como já aconteceu com outras culturas nascidas no Ocidente, o pensamento em vigor no mundo ocidental está em declínio notório. Foi perdendo os seus valores estruturais ao longo do tempo, pela aceitação das ideias de diversos grupos de pressão minoritários. Estes movimentos foram obtendo sucesso através da permissividade e laxismo da grande maioria dos cidadãos, que não reagiram na altura certa. E por isso encontram-se hoje sem capacidade de alterar esta situação. Deixaram aniquilar valores fundamentais de qualquer sociedade, nos mais variados campos, como- ética,família,casamento,religião,costumes,etc. O que custa a acreditar, é que todas estas mudanças de rumo tenham uma aceitação minoritária junto da maioria da população.Há ainda honrosas excepções, como o caso da Croácia, que recentemente e por referendo recusou liminarmente o casamento "gay". É pena que não se queira referendar todas estas alterações impostas pelas minorias reinantes. Decorre do exposto que eu defenda, que já não vivamos em democracia (uma vez que implica a supremacia da maioria ), mas sim numa tirania de minorias. Acrescento ainda que a Constituição Portuguesa não nasceu democrática, porque retirou a possibilidade de simpatizantes do anterior regime terem voz, através duma ideia propositadamente transmitida de que deviam ser proscritos ( tudo o que não seguisse o rumo desejado, a classificação imediata resumia-se a ser fascista, mesmo que fosse por alguém, que tivesse pugnado contra o regime deposto ). A extrema direita não tinha direito à existência, só a extrema esquerda, que como tinha ficado demonstrado no ano anterior à elaboração da referida Constituição, se revelou muito pior,causando danos irreparáveis na sociedade e no erário público português. Dois pesos, duas medidas. E viva a igualdade, tão do gosto da esquerda ululante!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Penas, só as dos Pássaros

Mudam-se os tempos, muda-se a essência do cumprimento dos castigos, que os infractores da lei praticam. A pena, a que estão sujeitos os prevaricadores, isto é, os que violam os preceitos estabelecidos pela comunidade no seu todo, tornou-se quase inexistente e inócua, apesar dos crimes não terem diminuído de intensidade e de violência. E porquê? Em primeiro lugar, porque através de grupos de pressão resolveu-se despenalizar os culpados dos crimes, através dos mais diversos expedientes, largamente difundidos pela imprensa. Em segundo lugar e por influência do mencionado anteriormente os reclusos passarem a ter uma vida melhor,na prisão, do que no seu exterior ( uma grande parte tem boas refeições, cama,diversões,tendo conseguido chegar à imoralidade de viverem num verdadeiro condomínio de luxo, como a prisão do Linhó, onde os presos, pasme-se, usufruem de Televisão por cabo,incluindo canais pornográficos, comem refeições de alta qualidade, a que não falta fruta da mais cara,etc.). Exemplo do que acabo de afirmar foi noticiado na imprensa, não há muito tempo, de que os presos com saída precária já se recusavam a ir a casa. É óbvio, que um recluso solto que passe a viver pior no exterior, mesmo com a tão desejada liberdade, vai certamente ser tentado a cometer novo crime com o intuito de voltar à prisão. A acrescentar a isto, a contínua minagem da autoridade dos diversos agentes que a possuem legitimamente, vem pôr em causa a sua aplicação dentro dos estabelecimentos prisionais.Além dos largos milhares de euros, que se gastam com mordomias para quem deveria ser punido e não viver em melhores condições, que os seus semelhantes, cujo único pecado foi, o de terem sempre cumprido as regras estabelecidas pela comunidade onde se integram. É a isto que se chama Justiça ? Não estaremos a fazer o Pino ?

domingo, 1 de dezembro de 2013

QUE RAIO DE NOME PARA UM BLOGUE !

Questiona-se quem lê o título. Tudo na vida tem uma ou mais razões para a sua existência. Esta designação surgiu no período que eu designo por " Caos ",que já referenciei no meu blogue " Alma de Português ". E dois motivos surgiram para o referido título : o pensamento dominante ( pelo menos, o da cultura ocidental ) tem vindo a ficar ao contrário em quase todos os seus aspectos- ética, justiça, educação, e por aí fora - e daí estar " a fazer o pino " ; os humanos serem " pinos " do grande jogo da vida, exactamente como se jogássemos nos tabuleiros ao sabor de um dado qualquer.