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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Dados errados

No que toca ao desemprego, não batem certo os dados apresentados, quanto a mim. E passo a explicar a minha leitura. Qual a razão da existência de tantas ofertas de emprego, todos os dias solicitadas, pelos mais diversos meios ( jornais,sites,etc. )? Existe algo de incongruente com esta discrepância! Por tal facto estes dados sofrem de uma clara viciação. Não contam ainda com a economia paralela, que não faz parte desta análise, com a agravante de nela se incluírem muitos agentes, que recebem subsídio de desemprego. Qual a causa da contradição apontada? Explicação evidente- as regras da atribuição desse subsídio são frouxas e não penalizam, como deviam os beneficiários dessa prerrogativa. É verosímil e económicamente viável continuar a suportar carga tão pesada, tendo como consequência a sobrecarga dos contribuintes? Encaro o subsídio como uma compensação transitória, dada pela comunidade, com vista a minimizar os efeitos do despedimento. Como é que se deseja que esses beneficiários voltem o mais rápido possível à vida activa, se eles dispõem de benefícios irrealistas, mais a mais num tempo de crise? Será saudável existirem regras tão permissivas e injustas para com os outros concidadãos, que se encontram no activo, logo contribuindo para este desvario? Será lógico que um desempregado possa receber: o subsídio durante tanto tempo; ter direito a subsídio de Férias e Natal; não ser obrigado a aceitar propostas para ofertas de nível inferior ao que tinha, quando se encontrava no activo; poder recusar um determinado número de vezes colocações se não apreciar a oferta e ainda dispor de tempo suplementar, para procurar outras ofertas? Todas estas alternativas estão na origem da lassidão e ineficiência, que grassam sem parar, pois é sempre preferível receber tal subsídio, ainda por cima, sem nada fazer, do que labutar, como não deixa de ser óbvio. Será justo que trabalhadores no activo quando saem de casa para o trabalho e vão beber um café, se deparem com conhecidos seus, bem instalados nesse local a tomar o pequeno almoço, sabendo que estão a ganhar mais do que eles, não fazendo nenhum? É desta forma que se incentiva os portugueses a procurarem trabalho, a fim de aliviar o erário público e contribuir para a evolução económica, tão ansiada por todos? Não me parece! Não será este um dos pontos fulcrais a ser discutido pelo governo com os nossos credores? Não se poupariam milhões de euros com estas medidas ajustadas ao nosso cenário actual? Não estará na altura de se mudar o estigma, há muito implantado na nossa sociedade de haver profissões boas e más e levar com isso, principalmente os jovens, a terem a noção de que a maioria das pessoas não faz aquilo que almejou para o seu futuro? Dando-lhes o conselho de agarrarem a primeira oportunidade, sem nunca perderem de vista novas oportunidades, a fim de irem melhorando a sua condição progressivamente no futuro. Se não forem incrementadas estas e outras hipóteses, continuaremos com os pés assentes no espaldar!

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