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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Incoerências desportivas
De que forma se justifica, que um jogador profissional possa vir a lesar, desportivamente, a sua entidade patronal, que na maioria dos casos lhe paga todo ou parte do salário ? Não acreditam ? É neste momento uma prática decorrente. Vamos lá a dividir este imbróglio por partes. Os emblemas com menos orçamento procuram assegurar junto dos chamados grandes, jogadores menos utilizados por estes, ou jovens promissores, que necessitem de evoluir e com isso crescerem e amadurecerem. Tal desígnio é em sentido oposto aceite pela outra parte com bons olhos, uma vez que dá oportunidade, não só à necessária rodagem de elementos, que excedam o plantel definido, como vem aliviar financeiramente, às vezes parcialmente a sua carga salarial. Possui, no entanto, esta prática uma vicissitude de carácter ético, de que não nos poderemos esquecer. Será admissível que um jogador, nas circunstâncias referidas, ao jogar possa, objectivamente, vir a influenciar um resultado contrário à sua entidade patronal ? E mais ainda do que essa realidade venha a pôr em causa a sua própria reputação ? Trocado por miúdos, exemplo de qualquer jogador de campo que marque um golo e dessa maneira faça, com que a equipa que lhe paga o ordenado, ou parte dele, tenha prejuízos irreparáveis ? Ou do guarda redes emprestado que cometa um erro, mesmo involuntário, e dessa maneira ao beneficiar a equipa, que detém o seu passe, faz emergir dúvidas sobre esta infelicidade, e põe em risco a sua reputação ? Há só uma via para solucionar esta questão. Obrigar, a que estes jogadores não venham a actuar nos jogos, em que actue a equipa donde são procedentes. Levanta-se a questão, segundo a qual, os clubes beneficiários não aceitariam a inclusão no plantel deste tipo de jogadores. De qualquer modo ou respeitavam a condição, ou eles não iriam para lá. Urge mudar esta perniciosa regra, para que não continuemos de cabeça para baixo e com os pés na vertical!
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