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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Subserviência

Esta relação entre indivíduos foi um dos, senão o principal, fundamentos do sistema feudal. A sua estrutura assentava na troca de favores, que se multiplicaram de forma exponencial, envolvendo, principalmente, as classes sociais mais elevadas. Ela nunca mais desapareceu da sociedade portuguesa, persistindo até aos nossos dias. De uma forma insidiosa, persiste em minar o campo da honestidade, da lealdade e da justiça, tornando estéril o nobre objectivo da igualdade de oportunidades. O tão almejado desejo, de que sejam os melhores a ocupar a sua justa posição nos diversos tabuleiros, onde se deslocam os pinos, ficou-se pelo mito. Grassa o servilismo em todos os sectores da vida comunitária, com o fito da ascensão social, económica, política, mediática e por aí fora. Só não interessam os meios, nem que sejam invisíveis, dúbios, ilícitos, o que interessa é chegar o mais longe, se possível ao topo. Venham os benefícios materiais, esses é que contam, enganando a própria consciência. É melhor rastejar do que ficar vertical! Enquanto não afastarmos este roedor, que só corrói os valores,que dignificam os seres humanos, não se pode afirmar, que se luta por uma sociedade mais digna. Não estará na altura, de tentar desfazer o pino ?

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