Número total de visualizações de páginas
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
O Contentor do Lixo
Lisboa está pejada de lixo, por causa de uma greve escolhida, sem a mínima intenção ( claro como a água! ), nas quadras festivas. O sr. Presidente da Câmara está-se borrifando para tal facto,por duas razões óbvias: primeira, acabou de ganhar as eleições autárquicas com maioria absoluta; segunda, prepara-se para abandonar, mais cedo ou mais tarde, o barco rumando a portos mais apetecíveis. As críticas, normalmente, feitas com grande alarido pela comunicação social, não atingem uma personagem tão bem vista, e ainda por cima de esquerda, mesmo que tenha neste caso tiques de direita. Atira-se simplesmente para o caixote o interesse pelo bem estar e saúde da população, que gera através dos impostos municipais, as verbas para os salários dos grevistas.
Ignora-se a impressão extremamente negativa, com que fica, quem nos visita, e que possívelmente será transmitida a outros potenciais visitantes, perdendo-se com isso a tão apregoada aura da Lisboa turística e limpa. Mas que interessa isso, comparado com a importância inalienável de uma minoria de indivíduos, que só persistem em pensar em si próprios, a soldo de interesses obscuros, sem que ninguém lhes ouse fazer frente! Eis mais um pino em rodopio. Sabem onde é deveriam ir parar ? Ao contentor cobertos com toda a trampa que não querem tirar.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Mundo da Ilusão
O Circo é que costuma ser designado pelo mundo da ilusão. Mas não é esse universo, que vou escalpelizar nesta pequena crónica. Ou até se poderá fazer uma analogia com os diversos números, aí existentes. Aquele, a que aludo, é o verdadeiro mundo de " faz de conta ", no qual vivemos. Por artes mágicas o dinheiro perdeu quase todo o seu valor, a partir do momento, em que a sua correspondência com o ouro foi sendo anulada ( de uma forma nítida e cavalgante após a Grande Depressão de 1929 ). E sem espanto estamos já a transformá-lo numa moeda virtual, gerada por um sistema, só não se sabendo bem qual- facto que a maioria das pessoas ainda não se apercebeu. Tentamos desafiar a Natureza, castigando-a, ferindo os seus princípios, como o acrobata, que passa por cima de uma corda esticada. Aqui temos a sorte, de ela se regenerar sempre, por si mesma. Persistimos em querer parecer, com a nossa vaidade enquanto indivíduos, aquilo que realmente não somos, pois o que interessa é simplesmente enganar os outros, como verdadeiros ilusionistas. Lançamos às feras os nossos semelhantes pelo mundo fora, através do ódio e da violência. Todos estes detalhes conduzem-me à conclusão, de que este mundo banalizou o essencial da nossa existência, transformando as pessoas em peões à deriva no mar da imbecilidade. Parecemos trapezistas de cabeça para baixo. Esperemos, que pelo menos sejamos, dos que trabalham com rede!
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Subserviência
Esta relação entre indivíduos foi um dos, senão o principal, fundamentos do sistema feudal. A sua estrutura assentava na troca de favores, que se multiplicaram de forma exponencial, envolvendo, principalmente, as classes sociais mais elevadas. Ela nunca mais desapareceu da sociedade portuguesa, persistindo até aos nossos dias. De uma forma insidiosa, persiste em minar o campo da honestidade, da lealdade e da justiça, tornando estéril o nobre objectivo da igualdade de oportunidades. O tão almejado desejo, de que sejam os melhores a ocupar a sua justa posição nos diversos tabuleiros, onde se deslocam os pinos, ficou-se pelo mito. Grassa o servilismo em todos os sectores da vida comunitária, com o fito da ascensão social, económica, política, mediática e por aí fora. Só não interessam os meios, nem que sejam invisíveis, dúbios, ilícitos, o que interessa é chegar o mais longe, se possível ao topo. Venham os benefícios materiais, esses é que contam, enganando a própria consciência. É melhor rastejar do que ficar vertical! Enquanto não afastarmos este roedor, que só corrói os valores,que dignificam os seres humanos, não se pode afirmar, que se luta por uma sociedade mais digna. Não estará na altura, de tentar desfazer o pino ?
domingo, 22 de dezembro de 2013
Diabolização
Tornou-se um " chavão ", após o 25 de Abril,o facto de reduzir a cinzas, qual política de terra queimada, tudo o que se tinha feito até aí. E quem tivesse a ousadia de o dizer, era logo apelidado de reaccionário. Seguiu-se o lema, de que " tantas vezes a mentira repetida, ela se tornaria uma verdade inquestionável ". Foi uma atitude perniciosa, como se veio a verificar com o decorrer do tempo, e perderam-se assim coisas, que valeria a pena preservar. Aconteceu com os vários aspectos da realidade social, da qual destaco a educação, uma vez que ela é o pilar fundamental de todas as outras. A sua estrutura tinha uma linha de rumo lógica, um fio condutor bem adaptado aos diversos percursos, que cada quisesse escolher para a sua vida futura. Os manualmente mais ágeis, os comercialmente mais hábeis, os intelectualmente mais dotados. Em vez disso, optou-se por um ensino horizontalizado,
obedecendo a teorias modernas, já experimentadas noutros países e com resultados verdadeiramente dúbios, muitas delas, por eles abandonadas. Nivelou-se por baixo, com o fito na almejada igualdade, onde a mediocridade passou a imperar. O ensino técnico foi anulado, sem qualquer tipo de substituição, e com isso originou uma lacuna, que só veio a ser colmatada recentemente. Pensando apenas na obtenção de um canudo de doutor, anularam a possibilidade da formação ansiada por muitos, que desejavam poder aproveitar as suas qualidades naturais. Por um lado, criou-se um vazio em zonas laborais necessárias ao bom desempenho da economia, por outro,fez-se nascer uma multidão de licenciados, que por excederem largamente a procura do mercado de trabalho, se sentem, ainda hoje, frustrados, com as promessas dum cenário idílico. Em conclusão, baralharam-se os pés, com as mãos, sendo este facto uma das causas, da forte emigração, que hoje lavra.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
E o Delírio continua !
Continuam a pensar que vivemos como há quarenta anos atrás. Uns senhores sem juízo continuam a agir, como se o fiel da balança tivesse encravado, no momento de pesar decisões que se reflectem na vida das pessoas, falando, quando lhes convém em equidade, mas esquecendo-a logo de seguida. Continuam atados a uma Constituição de espírito ultrapassado pelo tempo e inadaptado às exigências contemporâneas, conservando o tique da sociedade sem classes e do caminho para o socialismo, que continua impregnado e podre na citada Constituição, claramente recusado, pela maioria esmagadora da população durante a citada fracção de tempo. E depois os outros é que são saudosistas do passado ! Continuam sem perceber que o prato de comida é sempre igual, o que é lá posto, são diferentes iguarias. Quem o serve cobra o mesmo preço, mas o cliente tem que o pagar, seja bonito ou feio. Não estará já na altura de nos adaptarmos às novas realidades, para sairmos deste marasmo ? E que tal substituir, por um novo modelo, esta bolorenta personagem ? Continua a confundir-me a existência deste tribunal, cujos acórdãos não são pronunciados pelo topo na hierarquia dos tribunais- Supremo Tribunal de Justiça. Supremo ? Esta palavra terá perdido o seu significado com o novo Acordo Ortográfico ( ou Aborto, como quiserem )? Porque é que não se integra o Tribunal Constitucional, como mais uma secção no Supremo Tribunal de Justiça, poupando-se com isso uns milhões de euros em regalias, que fazem muita falta aos contribuintes ? Mais um pino que deve ser jogado, para que o outro se desfaça.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Será isto ensinar ?
Com as lamentáveis cenas, a que pudemos ontem assistir sobre a prova, que os professores devem prestar como qualquer outro funcionário, que almeje um emprego, vieram-me ao espírito algumas reflexões. Com que moral procederá um professor em relação a um, ou mais alunos, que lhe rasgue ou queime uma prova em plena sala de aula ? Com que cara enfrentará os pais, que com o direito que lhes assiste, perguntarão, depois do que assistiram, se ele, como complemento do seu papel na educação dos seus filhos, deu um bom exemplo comportamental ? Como é que é possível em democracia continuar-se, sistemáticamente a violar a lei da greve, impedindo que quem queira não aderir,não o possa fazer ? Depois chegam os "profundos lamentos ",de quem só quer fazer circo mediático, por causa da necessária intervenção da autoridade, a fim de que se reponha, imagine-se, o estrito cumprimento da dita lei da greve, violada pelos seus apregoados defensores. Não estaremos, mais uma vez, a ser coagidos a ver o problema de uma forma invertida ?
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Incoerências desportivas
De que forma se justifica, que um jogador profissional possa vir a lesar, desportivamente, a sua entidade patronal, que na maioria dos casos lhe paga todo ou parte do salário ? Não acreditam ? É neste momento uma prática decorrente. Vamos lá a dividir este imbróglio por partes. Os emblemas com menos orçamento procuram assegurar junto dos chamados grandes, jogadores menos utilizados por estes, ou jovens promissores, que necessitem de evoluir e com isso crescerem e amadurecerem. Tal desígnio é em sentido oposto aceite pela outra parte com bons olhos, uma vez que dá oportunidade, não só à necessária rodagem de elementos, que excedam o plantel definido, como vem aliviar financeiramente, às vezes parcialmente a sua carga salarial. Possui, no entanto, esta prática uma vicissitude de carácter ético, de que não nos poderemos esquecer. Será admissível que um jogador, nas circunstâncias referidas, ao jogar possa, objectivamente, vir a influenciar um resultado contrário à sua entidade patronal ? E mais ainda do que essa realidade venha a pôr em causa a sua própria reputação ? Trocado por miúdos, exemplo de qualquer jogador de campo que marque um golo e dessa maneira faça, com que a equipa que lhe paga o ordenado, ou parte dele, tenha prejuízos irreparáveis ? Ou do guarda redes emprestado que cometa um erro, mesmo involuntário, e dessa maneira ao beneficiar a equipa, que detém o seu passe, faz emergir dúvidas sobre esta infelicidade, e põe em risco a sua reputação ? Há só uma via para solucionar esta questão. Obrigar, a que estes jogadores não venham a actuar nos jogos, em que actue a equipa donde são procedentes. Levanta-se a questão, segundo a qual, os clubes beneficiários não aceitariam a inclusão no plantel deste tipo de jogadores. De qualquer modo ou respeitavam a condição, ou eles não iriam para lá. Urge mudar esta perniciosa regra, para que não continuemos de cabeça para baixo e com os pés na vertical!
Subscrever:
Mensagens (Atom)